sexta-feira, 17 de junho de 2011

À espera da melada

Nós por cá esperamos ansiosos a melada dos carvalhos!
O plano é retirar o mel existente nas colmeias, escolher as colmeias mais fortes e dar-lhes quadros puxados limpos, e depois esperar para ver.
Não sei bem que condições são as favoráveis à ocorrência da melada nestas árvores, neste caso o Carvalho Negral, mas aquilo que dizem de serem os afídeos a provocar a melada nem sempre é regra. Já no ano passado por esta altura se viam estas criaturas com toda a companhia de formigas que a sua presença implica e, melada nos carvalhos onde isto se verificou, só lá para Agosto, quando as bolotas estavam já feitas! Curiosamente em alguns carvalhos é um pouco mais cedo, em Julho, com as bolotas ainda por formar!?




Vamos ver o que nos reserva este ano...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Arte Meltooniana para o dia de Camões!

Palavras para quê?
...assim pintada, esta rainha seria fácil de encontrar!

domingo, 5 de junho de 2011

no coments...

terça-feira, 17 de maio de 2011

À noite, só à noite...


!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

III Seminário nas Terras de Ribadouro - Apicultura responsável

Clique na imagem para aumentar e ler o programa

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Enxame Madrugador

Ainda as abelhas estavam entorpecidaspelo que restava deuma noite fria, e a humidade mal tinha secado das entradas de algumas colmeias, quando por volta das 8 horas da manhãdei conta de um enxame num ramo de aveleira, ou avelãzeira, penso que os dois nomes serão correctos...



Um inicio de dia com sol mas ainda assim frio,
como se pode ver pelo embaciar da lente da máquina!
Já me ocorreram melhores ideias do que limpar a lente da maquina fotográficacom as luvas, ou mesmo que fosse com os dedos...




Não fosse o barulho e vibrações de bater na terra, e eu provavelmente podia passar por ali sem dar conta de tal "avelã" ali ao pendurão!
Ao contrário da apicultura, nesta região do país, já houve tempos em que as aveleiras tinham uma importância considerável ao ponto de, em meados do século passado, só no distrito de Viseu haverem mais aveleiras do queno resto do país todo!
Hoje que se fala tanto em produzir não sei como andam estes números, mas certamente que não lhes chegam perto, dado o abandono que sofreu a actividade agrícola, e nomeadamente aqui onde foram tiradas estas fotos, no concelho de Sernancelhe, a produção será mais de castanha do que outra coisa qualquer.
Mas voltemos às abelhas...





A "cauda" do bicho! :-)




Foi muito fácil apanhar o enxame pois a pernada era nova e dobrou facilmente, foi só sacudi-las para um ninho.
Mas há sempre algumas resistentes que insistem em regressar ao ramo, provavelmente abelhas mais maduras que levantam voo à mais pequena pancada ou vibração.
Não sei se se pode chamar memória, mas já me aconteceu as abelhas lembrarem-se do sitio para onde enxamearam 3 dias depois do enxame ter sido apanhado e colocado nas imediações! Notei isso pois o enxame, já na caixa e passados esses três dias, foi retirado para outro local antes do pôr do sol, e as abelhas que andavam a trabalhar cá fora dirigiram-se tanto a colmeias vizzinhas como para o ramo onde o enxame se tinha agarrado esses três dias antes...






O enxame saiu, certamente na tarde do dia anterior,desta colmeia horizontal em que eu já tinha reparado em sinais de enxameação, e tinha programado este dia para tentar formar um enxame artificial. Desta maneira pouparam-me trabalho, principalmente com a dificuldade que tenho tido ultimamente em encontrar as rainhas.




Uma janela de observação é sempre muito útil porque permite-nos reparar em coisas sem perturbar tanto as abelhas! Já há algum tempo que tinha reparado na formação de taças reais e posteriormente num ligeiro aumento das mesmas. Haveriam certamente células seladas mas não se viam, nem nos favos mais centrais do ninho, talvez estivessem no fundo dos favos e não neste lado virado para a janela.
Por fim o "desfalque",consequência da saída do enxame!Desfalque tanto de abelhas,como de mel, segundo me parece, nos favos mais afastados da entrada da colmeia, os últimos a serem construídos à altura!
Esperemos que não a abandonem muitas mais abelhas, quanto a isso ficou decidido deixa-las fazer como quiserem...




terça-feira, 12 de abril de 2011

A deriva...

Trata-se certamente do problema da deriva de abelhas!
É sabido que as abelhas nem sempre acertam com a sua casa, principalmente se ela for idêntica a todas as outras à volta, em posição, forma e cor, e é por isso que as colmeias têm geralmente cores diferentes e algumas até com marcas/desenhos pintados.
Pode acontecer o mesmo às pessoas com o estacionamento do carro, se o parque de estacionamento for muito grande e não tiver as referências necessárias para encontrarmos o veiculo!
O problema da deriva também pode acontecer se a abelha em questão estiver de regresso de algum bar...

Neste caso não sei qual foi o problema... As colmeias até se distinguem bem, mas não sei porquê, a abelha assinalada na foto teimou em pousar na colmeia errada! Como é óbvio a colmeia certa era a verde à direita!



quarta-feira, 6 de abril de 2011

Um bom inicio de favo

Suponho que a maneira ideal de influenciar as abelhas a fazer um favo em determinado sitio será este sistema apresentado no blog BeeNatural: http://beenatural.wordpress.com/top-bar-hives/design/horizontal-starter/.
Não sei se alguém já o experimentou mas tem uma certa lógica, pois uma das coisas que devemos ter em conta ao cortar um favo, se queremos que as abelhas depois o continuem no mesmo quadro/travessa, é nunca o cortar completamente. Deixar sempre uma pequena porção do inicio do favo, pois certamente as abelhas vão continuar-lo a partir daí!

Após algumas experiências falhadas como esta de usar uma tira de cartão pincelada com cera no friso do quadro,
que resulta em as abelhas roerem o cartão todo mesmo apesar da cera, ou então a ideia de embeber um fio em cera e, ainda com a cera quente, cola-lo ao suporte,

que resulta também nas abelhas roerem aquilo tudo :-)), e mais algumas outras que até me envergonho contar aqui (como se estas duas não bastassem...), chego à conclusão que um bom inicio de favo pode ser alcançado através desta maneira de criar uma tira de cera, parecida com o que se fazia/faz nas colmeias Warré - http://www.dheaf.plus.com/warrebeekeeping/waxing_topbars.htm ):



1º molhar uma ripa de madeira que será usada para encostar à travessa onde queremos a tira de cera, e dar-lhe altura, de maneira a que a cera apenas cole à travessa e não à ripa.
2º despejar qb cera derretida (não aquecer em demasia)
3 º retirar a ripa que deverá sair facilmente sem cera colada


Nos casos onde não desejamos usar cera estampada, o uso de tiras de cera ajuda de alguma maneira a que as abelhas façam o favo em determinado sitio, embora apenas as influencie no inicio podendo às vezes haver surpresas principalmente ao nível da direcção, mas se o nosso objectivo for ter abelhas em favo natural penso que não devemos utilizar nenhum destes sistemas já que eles mesmo já condicionam o favo.
Esta é, por exemplo, uma boa maneira de obter cera pura de abelha, se tivermos atenção a não retirar favos que tenham estado na colmeia durante qualquer tipo de tratamento.



segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mas será que ele vai tentar outra vez?!?

( http://montedomel.blogspot.com/2010/07/mel-directamente-no-frasco-ii.html )

...e arriscar desperdiçar um enxame que podia perfeitamente estar a produzir bom mel?

sexta-feira, 1 de abril de 2011

As rainhas não se medem aos palmos

Apresento-lhes uma rainha bem gorda e com riscas cor de laranja bem marcadas, eu nunca tinha visto nenhuma onde se notassem assim tanto as riscas, mas que na realidade não põe! Ou até poderá pôr mas apenas ovos não fecundados. Os que pude observar pareciam-me de abelha já que se viam vários por célula.




São as fotos possíveis num dia de muito vento e pouco tempo,
o acrílico também não ajuda pois é muito reflector...

É provavelmente o resultado de uma má fecundação neste caso talvez por ser já tardia e existirem poucos zangãos nessa altura, para além do tempo que já não permitiu grandes vôos.
Trata-se de um enxame que acidentalmente orfanizei em Setembro de 2010 e de que falei em http://abelhapreguicosa.blogspot.com/2010/09/fragil-manusear-com-cuidado.html, e cuja nova rainha rainha fez os vôos (seria vôos ou vôo??) de fecundação em Outubro.
No inicio lembro-me de ainda ter visto postura desta rainha, ou pelo menos assim julguei, mas deve ter sido sol de pouca dura...
Acolmeiaquemaismelmedeunoanopassadoreduzidaaisto!
Tenho
penaporqueerammuito mansas, mesmo em alturas em que o enxame tinha muita população...