Este é um clássico dos abrigos que os enxames escolhem para sua casa. Sejam de ferro ou de plástico, vazios ou nem por isso, os bidons parecem ser um lugar comum na época de enxameação.
Não sei o que há entre as abelhas e os bidons mas deve ser algo muito forte!
Os relatos eram de que o enxame já la estava há algum tempo.
Foi utilizado um funil que é muito útil neste tipo de operações mas, na apicultura, dá jeito para muitas outras coisas. As abelhas ao cair geralmente agarram-se às paredes da colmeia mas algumas, provavelmente as mais velhas, ainda conseguem levantar voo. Isto talvez possa ser mais controlado utilizando um pulverizador com água para molhar um pouco o funil e até as próprias abelhas.
Depois de uma espreitadela para ver em que direcção estavam os favos para que ao rodar o tampo isso fosse feito de modo a os favos não partirem, descobrimos que as abelhas já tinham algum trabalho para mostrar. Neste caso houve alguma sorte pois as abelhas estavam apenas agarradas a um tampo e não à parede do bidon o que era capaz de dificultar um pouco o trabalho.
Os favos não poderiam crescer muito mais em comprimento pois o bidon estava quase cheio de sementes.


O método escolhido foi cortar cada favo e varrer as respectivas abelhas para dentro da sua nova casa. No inicio ainda houve alguma preocupação em procurar a rainha mas rapidamente me deixei disso porque como a cera era muito nova, tornava-se muito difícil manobrar o favo sem o partir. Mesmo para os segurar teve que ser com muito cuidado e embora não tenha havido grandes estragos esta experiência fez-me pensar se não deveria ter escolhido noutra maneira de transferir as abelhas. Talvez algo parecido com o batimento de um cortiço, desproteger o enxame, inclinar o tampo de modo a que as abelhas pudessem subir, e com a colmeia ao cimo do tampo agora transformado em rampa, ir batendo (devagar mais uma vez por causa da cera nova) para tornar desconfortável a sua posição actual, até que subissem sozinhas para o interior abrigado da caixa.
Seria muito Zen! Tenho que experimentar da próxima vez...

E por fim aproveitar os favos que depois de fixos com arame são devolvidos às abelhas de maneira a minimizar o abanão que levaram. Nisto o Sr. Albano revelou-se um ás mas não é de admirar pois sempre foi um homem de trabalhos manuais!
Neste caso penso que seria difícil proceder como aparece no blog Monte do mel - http://montedomel.blogspot.com/2009/01/vamos-capturar-uma-colnia-de-abelhas.html - porque os favos ainda eram muito pequenos, de maneira que optámos por introduzir arames extra pelos orifícios existentes nos quadros, de modo a passarem pelo outro lado do favo e a apertarem o mesmo, quando atados. Em alguns dos quadros foram fixos mais do que um favo.
Não me pareceu que o enxame estivesse lá há mais de duas semanas e se calhar nem isso.
Uma boa experiência onde apenas uma abelha que se viu mais apertada, retaliou e sucumbiu no meu dedo indicador esquerdo, mas talvez para a próxima se tente algo diferente!
Não sei o que há entre as abelhas e os bidons mas deve ser algo muito forte!
Os relatos eram de que o enxame já la estava há algum tempo.
Os favos não poderiam crescer muito mais em comprimento pois o bidon estava quase cheio de sementes.
Seria muito Zen! Tenho que experimentar da próxima vez...
Neste caso penso que seria difícil proceder como aparece no blog Monte do mel - http://montedomel.blogspot.com/2009/01/vamos-capturar-uma-colnia-de-abelhas.html - porque os favos ainda eram muito pequenos, de maneira que optámos por introduzir arames extra pelos orifícios existentes nos quadros, de modo a passarem pelo outro lado do favo e a apertarem o mesmo, quando atados. Em alguns dos quadros foram fixos mais do que um favo.
Não me pareceu que o enxame estivesse lá há mais de duas semanas e se calhar nem isso.
Uma boa experiência onde apenas uma abelha que se viu mais apertada, retaliou e sucumbiu no meu dedo indicador esquerdo, mas talvez para a próxima se tente algo diferente!